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Associação confirma realização do Quadrilhando, mas em espaço reduzido

17/05/2017

Tido com um dos principais produtos juninos da Paraíba, sendo conferido como um dos cases de sucesso do empreendedorismo do país, o projeto Quadrilhando, com raízes na terra do Maior São João do Mundo, Campina Grande, sofrerá uma drástica redução de espaço e de apresentações das quadrilhas juninas.

Lima Filho, presidente da Associação das Quadrilhas Juninas de Campina Grande, confirmou o fim do apoio financeiro e logístico do SESI e da Fiep (Federação das Indústrias da Paraíba) para este ano. A prefeitura de Campina Grande, segundo o próprio prefeito Romero Rodrigues, não poderá apoiar o projeto com dinheiro.

Tendo que correr contra o tempo, Lima Filho disse que o projeto não vai acabar. Por meio de uma parceria com a Vila dos Tropeiros, o Quadrilhando será promovido em uma área dentro do Parque do Povo, próximo à saída da antiga Estação Ferroviária, onde acontecerão as apresentações das quadrilhas juninas que integram a Associação.

De acordo com Lima Filho, o SESI alegou que está com dificuldades financeiras e que a concessão do espaço para o Quadrilhando no ano passado será desativado. Por isso, “não foi renovada a parceria do SESI e o Quadrilhando”. Então, a associação foi buscar parceria com a iniciativa privada, o que não tem sido nada fácil nesse momento.

O quadrilheiro entende que esse momento do projeto é decepcionante e deixa uma imagem de certa forma negativa para o produto, que foi um grande sucesso no ano passado, e que esperava-se maior facilidade. “Houve busca para captar parceiros, mas sem sucesso”, lamentou Lima Filho.

“É um pouco decepcionante, porque o produto é bom, é um case de sucesso, e muitos queriam promovê-lo. É um produto vendável. Passei pelo país todo dando palestras e muitas cidades queriam implementar o projeto, mas...”

Lima Filho revelou ainda, que a redução do Quadrilhando este ano tem repercussão negativa financeiramente dentro das quadrilhas juninas. “Era uma fonte de renda a mais para os quadrilheiros, ajudava na produção para as apresentações, que tiveram que buscar outra fonte de renda para ajudar na criação das quadrilhas”.

“Temos um projeto pronto para 2018 e que iremos trabalhar já a partir de julho, da forma que ele precisa ser formatado, vendido em agências de viagens. Já temos, inclusive, uma agência para confirmar uma parceria para começar a vender no próximo ano. Não dá tempo de chorar e nem de lamentar e voltar em 2018 com a força total.”

O presidente da Associação dos quadrilheiros disse que o Quadrilhando nasceu do tamanho certo. Ele afirmou que a ideia era promover o evento mensalmente, de uma forma minúscula, por percebemos o potencial do produto. Nasceu do tamanho que era esse mesmo”, apontou.

No entanto, admitiu, houve imensa dificuldade financeira quando o Quadrilhando terminou. “Todos ficaram abalados financeiramente, porque em 2016 houve investimento para que ele acontecesse. Como não tivemos como investir em divulgação, porque tinha que ser fora de Campina Grande, não teve o retorno que esperávamos, a localização era fora do eixo do grande centro também. As quadrilhas cresceram e o tamanho dos espetáculos também, então, precisávamos de um espaço maior para a apresentação daquela magnitude.”

A prefeitura
O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, disse que não teria como ajudar financeiramente o Quadrilhando este ano, porque teria que cuidar primeiro do que está sendo feito para a organização do Maior São João do Mundo na cidade e no distrito de Galante e arredores.

“Tentamos mudar o modelo do São João - este ano será organizado por meio da uma PPP (parceria público privada - de forma que não tivéssemos tantas despesas. Investíamos R$ 25 mil e, hoje, são R$ 220 mil liberados para as quadrilhas juninas. Estamos ajudando as quadrilhas na aquisição, confecção das roupas, no transporte até para elas irem a João Pessoa para participar do concurso de quadrilhas.”

De acordo com Romero, “não tem como você resolver de uma noite para outra, até porque não sabemos o valor que seria pedido pela Associação. Seria um valor a mais. Se as quadrilhas estão todas prontas, com tudo preparado, então já seria o suficiente. A prefeitura poderia ajudar nos contatos com alguma empresa para que patrocine o Quadrilhando, mas não temos condições financeiras de ajudar nesse momento.”

Fábio Cardoso
 


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