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Mercado na expectativa da saída de Temer da Presidência

19/05/2017

O mercado brasileiro ainda aguarda a saída de Michel Temer da presidência da República. Apesar de no discurso à Nação na tarde desta quinta-feira (18) ele ter dito que não renunciaria, economistas ouvidos pela reportagem disseram que existe a expectativa de que ele seja cassado pela Justiça Eleitoral, na ação que julga a chapa com Dilma Roussef, ou uma ação de impeachment que deverá ser discutida no Congresso Nacional.

A gravação feita pelo empresário Joesley Batista, da JBS, em Brasília, durante o encontro reservado com Temer, é elemento chave para que o presidente deixe o Governo imediatamente. O diálogo, na opinião da maioria, é muito comprometedor e não deixa dúvida de que, mesmo que não tivesse qualquer envolvimento nos crimes que são investigados, o presidente demonstra indiferença e até parece estar disposto a dar algum tipo de contribuição para que tudo seja deixado do jeito que está. 

De acordo com o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, o discurso de Temer foi decepcionante e o presidente não teria mais credibilidade e condições de comandar as reformas como as da Previdência e Trabalhista. As denúncias contra Temer, segundo avaliação de Miragaya, deixaram o mercado perplexo, ampliando a turbulência econômica com reflexos bastante negativos no exterior.

Para agravar ainda mais a situação de instabilidade no país, Miragaya afirmou que, se Temer deixou de ser imprescindível para o andamento das reformas, por não mais contar com apoio de sua própria base no Congresso, não há num panorama mais otimista um substituto a altura. “Quem assumiria o Congresso se todo o Congresso parece estar contaminado?”, indagou o economista.

Miragaya tem uma leitura negativa diante do atual quadro político econômico no país. Temer, assim que assumiu a Presidência, passou a ser a única aposta para as reformas naquele momento. E ela começou a ser feita, mesmo que penalizando os trabalhadores, tanto nas reformas da Previdência como da Trabalhista.

“Temer então apresentou as reformas que o capital financeiro queria, mesmo precarizando o trabalho, passando o custo para a população mais pobre, além de restringir os investimentos do estado”, afirmou.  O economista apontou que Temer era o executor dessa nova política, contemplando a classe empresarial em detrimento aos trabalhadores brasileiros.

Miragaya entende que haverá um freio de arrumação nos investimentos, com o dólar chegando na semana que vem próximo de R$ 4, “pois o câmbio é especulativo” e com as ações na Bolsa de Valores sendo ditadas pelo noticiário político, com altas e baixas.

Por outro lado, o economista disse que não existe terra arrasada no país e que enquanto tem muita gente perdendo milhões de reais, há outros lucrando na mesma proporção. “É o mercado”, pontuou. 

Fábio Cardoso
 


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