Pérola Negra mostra a essência do Maior São João do Mundo

A Pérola Negra foi a penúltima escola a desfilar neste domingo de carnaval e deixou o show por conta da sua bateria Ritmo Terror, que levantou as arquibancadas do Anhembi com as suas bossas representando o frevo, forró e xaxado.

O intérprete Daniel Collete comandou a Ala musical da escola, que demonstrou sincronismo e intimidade com os componentes que responderam à altura em relação à evolução do samba. O canto não foi um problema para a escola da Vila Madalena, pois os seus componentes seguraram a harmonia durante todo o desfile.

Entre os destaques, a comissão de frente comandada pelo coreógrafo Robério Theodoro se destacou no sincronismo e na leveza da coreografia. Os dançarinos foram divididos em dois grupos, um de algumas famílias que desembarcavam em Campina Grande e o outro, uma quadrilha animada e divertida. A comissão possuía um elemento cenográfico, representando um trem, onde os grupos se dividiam durante as cenas.

O conjunto visual da escola foi criativo e luxuoso. Os carros alegóricos foram ricos em detalhes e com um bom acabamento. As fantasias eram divertidas e claras dentro do enredo proposto.

A evolução da escola sofreu algumas oscilações. Ocorreram alguns espaçamentos entre carros e alas.

Ritmo marcante da bateria da Pérola

Primeiro setor

Embarcando para o maior São João do mundo, a Pérola Negra leva o público a percorrer por aventuras, dentro de um trem sentido a cidade de Campina Grande.

A comissão de frente usou de um elemento cenográfico, que representava um trem, que fazia a viagem da Vila Madalena para Campina Grande. Os atores representavam uma família, que convidava a todos para embarcarem nesse trem rumo a Campina Grande.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representou o vermelho encarnado, como sinônimo de força, luta e bravura do povo nordestino.

Em seguida, a ala romaria veio representando a peregrinação do povo nordestino e a religiosidade. A ala das baianas representou a Nossa Senhora, a mãe de todos os brasileiros e principalmente dos nordestinos.

Finalizando o primeiro setor, o abre-alas representava da seca a fé do povo nordestino. A alegoria se baseou na obra do Luiz Gonzaga e da escritora Rachel de Queiroz, onde foi retratado o sertão nordestino, castigado pela seca e com o cenário de um chão rachado e mandacarus.

Samba no gogó do intérprete da Pérola

Segundo setor

Este setor veio acompanhado de alas como: O sanfoneiro, que veio realizando um tributo a todos os sanfoneiros, que são fortes personalidades na cultura nordestina. A bateria da escola representou Lampião, um dos maiores personagens da cultura nordestina, o rei do cangaço.

As próximas alas vieram representando os violeiros repentistas, que são as figuras mais populares do Nordeste. O reisado como manifestação cultural, que veio da época do Brasil colonial, que seria um espetáculo popular das festas de natal e reis no Nordeste. Finalizando o setor de alas, a escola apresentou o maracatu, um cortejo simples.

Neste setor, foi possível encontrar uma ala representando uma das danças mais populares da cultura nordestina, o frevo. Em seguida, uma ala representando a cultura dos cordéis e os mamulengos, esta ala representou o animador encantado e seu fantoche, que foi apresentado pela boneca de pano.

A segunda alegoria representava a cultura popular nordestina.

Empolgação no desfile da Pérola Negra

Terceiro setor

Abrindo este setor, vieram o segundo mestre-sala e porta-bandeira, representando as raízes africanas.

O candomblé foi representado em uma ala, pois a religião africana também faz parte de todo cultural nordestino.

A capoeira e o artesanato também foram representados através de alas separadas, que vinham à frente da terceira alegoria.

O carro representou as lendas do rio São Francisco. Uma das lendas que habitam esse famoso rio nordestino, é a da Índia que com suas lágrimas criou o Rio São Francisco.

Quarto setor

Setor que encerra a viagem da Pérola Negra em busca do maior São João do Mundo em Campina Grande.

Uma ala representando São João.

A quarta alegoria dava boas-vindas ao público, indicando que a viagem já se encerrou e o maior São João do Mundo chegou.

Botequim da Sasp

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