Embratur busca atrair mais turistas da China

A participação da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) na ITB China começou. O coordenador-geral de Inteligência Competitiva e Mercadológica do Turismo do Instituto, Alisson Andrade, fez uma apresentação sobre o tema “Conectando Destinos aos Millennials Chineses”. O painel de discussão, realizado nesta quarta-feira (16), na feira, contou com a presença de representantes do trade chinês.

O estudo apresentado pelo representante da Embratur mostra que 69% das chegadas de chineses ao Brasil têm como motivo Negócios, e que mais de 65% que visitam o País têm idade entre 25 e 40 anos. “Podemos afirmar que os millennials (nascidos entre 1980 e 1995) são os que mais nos visitam, e são, portanto, um importante grupo que merece nossa atenção e investimento”, informou Alisson Andrade.

A China subiu quatro posições no ranking internacional de chegadas ao Brasil, quando comparado 2016 e 2017. “Mais de 61 mil chineses visitaram o País, número superior ao de visitantes holandeses, venezuelanos, canadenses, equatorianos e panamenhos, mercados com os quais possuímos conectividade aérea direta, por exemplo”, destacou o coordenador.

A pesquisa mostra, ainda, que dos 23% que buscam o segmento de Lazer, 65% se interessa por Ecoturismo e Turismo de Aventura, e 15%, por Cultura. Aproximadamente 40% viajam sozinhos e 10% com amigos. Os destinos como Rio de Janeiro, São Paulo, Foz do Iguaçu e Salvador são os mais visitados, tanto a lazer quanto a negócios.

“Diferentemente da geração anterior, os millennials chineses são mais abertos a novas experiências e têm curiosidade com outras culturas. São mais aventureiros, apegados à moda e sempre conectados às redes sociais”, disse Alisson Andrade. A China possui suas próprias plataformas digitais.

De acordo com o representante da Embratur, o Brasil possui um grande potencial a ser desenvolvido nesse mercado e nicho, “tendo em vista, também, que esse grupo se interessa por viagens de longa distância e passeios ecológicos em busca de aventura e experiência, além de terem um alto poder aquisitivo para consumir luxo. E o Brasil, que possui essas características, é capaz de oferecer tudo o que os millennials chineses procuram. Nosso maior desafio é a malha aérea e o idioma”.

O Brasil já conquistou o ADS (status de destino aprovado) pelo governo chinês e conta com mais de 72 agências de viagens credenciadas para atender aos turistas. “Precisamos focar em bleisure (termo em inglês que mistura os segmentos de Negócios e de Lazer), para fazer com que os chineses que nos visitam a Negócios estiquem a viagem e se interessem pelo Lazer no entorno, e passem a consumir Cultura e Natureza também, por exemplo”, finalizou o coordenador do Instituto, Alisson Andrade.

Assessoria de Imprensa

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